Em 1944, morria Thomas Midgley Jr. em sua casa, aos 55 anos de idade. Ele era engenheiro, químico e um inventor genial. Suas descobertas impactaram fortemente e ajudaram a moldar o mundo moderno da maneira como o conhecemos. Midgley Jr. foi atingido por um surto de poliomielite alguns anos antes de morrer.

A doença o deixou paralisado da cintura para baixo. Não havia nada que deixasse o cientista mais indignado do que precisar da ajuda das pessoas para se locomover. Logo, ele colocou sua fantástica mente para trabalhar e construiu um elaborado sistema de polias para que ele recuperasse um pouco sua autonomia. Porém, algo deu errado e, em um determinado dia, ele foi encontrado enforcado pelas cordas de seu dispositivo.

Porém, esta não é a história que queremos lhes contar hoje. Por algum tempo, Midgley Jr. foi considerado um dos homens mais perigosos do mundo. Isso porque suas invenções contribuíram grandemente para os problemas ambientais que enfrentamos atualmente.

Durante os anos 1910 e 1920, ele trabalhou para resolver problemas de motores de carros que “batiam”, especialmente quando colocados sob pressão. Junto de seu chefe, Charles Kettering, eles chegaram à conclusão de que o que fazia os motores se comportarem de tal maneira era a queima desigual de combustível. Ao invés de uma falha no design dos motores.

Assim, eles buscaram encontrar um tipo de combustível que não repetisse tal performance. A substância escolhida por eles, para substituir a anterior, foi o chumbo. Mais especificamente, um composto líquido chamado Tetraetilchumbo. E, para aqueles que não sabem, o chumbo é algo altamente nocivo às pessoas e animais. Além de outras coisas, o chumbo pode causar hipertensão, problemas renais, anormalidades em fetos e danos cerebrais severos.

Tal natureza tóxica do chumbo não é bem uma novidade. Tanto que o Serviço de Saúde Publica dos Estados Unidos escreveu uma carta a Midgley Jr e sua equipe, alertando sobre os perigos do uso da substância. Informando que seu uso “ameaçava à saúde pública” e que “nas vias movimentas era altamente provável que o pó de óxido de chumbo permanece no estrato inferior”.

Assim, os pesquisadores foram em busca de outros tipos de combustível. Um deles foi o etanol. Além da simplicidade e os baixos custos de sua produção, a substancia não provocava os “sacolejos” que outros antes fizeram nos motores. Entretanto, isso ainda não era o suficiente para a substituição do chumbo. Isso porque o etanol não era patenteável.

Em cerca de uma década, o combustível de chumbo, sob o nome de marca Ethyl, já era utilizado por cerca de 80% do mercado estadunidense. A General Motors, empresa para a qual Midgley Jr. trabalhava, e o cientista, continuavam a insistir que era seguro utilizar tal combustível, mesmo com todos os alertas já feitos.

O próprio Midgley Jr. já havia enfrentado problemas de saúde em 1923, ano em que o Ethyl foi colocado àa venda, causados pela fumaça do chumbo. Além do mais, diversos trabalhadores das fábricas, que fabricavam o combustível, acabaram morrendo.

O chumbo, diferente de outros elementos, não se torna menos perigoso com o passar do tempo. Na verdade, ele vai se acumulando no ar, no solo e nos corpos de plantas, animais e humanos. Midgley Jr., depois da invenção do combustível de chumbo, acabou migrando para outras áreas. E seu segundo grande erro estava por surgir.

Ele desejava encontrar uma substância barata, não inflamável e não tóxica para ser utilizada em refrigeradores. A General Motors havia comprado uma empresa de refrigeração, e eles sabiam que, caso conseguissem encontrar tal substância, eles poderiam fazer muito dinheiro.

Clorofluorcarbonos

Após algumas pesquisas, logo, ele identificou o flúor como um possível candidato, idealmente imaginado em um composto junto do carbono para neutralizar seus efeitos tóxicos. Assim, Midgley Jr. mostrou sua nova e segura invenção em uma reunião da Sociedade Americana de Química, inalando o composto e o utilizando para apagar uma vela.

Um produto não tóxico, não inflamável e com excelente capacidade de refrigeração. Ele não apenas havia descoberto um novo composto, mas uma nova classe deles, com propriedades semelhantes. Eles ficaram conhecidos como clorofluorcarbonos, ou CFCs, como são mais conhecidos.

No início dos anos 1930, as pessoas não tinham ciência do que era a camada de ozônio. Ainda menos do quão importante ela é para nosso planeta. E tampouco sabiam que os CFCs, inofensivos ao nível do mar, poderiam se tornar extremamente perigosos ao atingirem a atmosfera superior, destruindo o escudo protetor da Terra dos raios ultravioletas nocivos do Sol.

No entanto, para a nossa sorte, as pessoas acabaram descobrindo tais efeitos nocivos antes que fosse tarde demais. Durante a década de 1970, junto dos primeiros movimentos para acabar com o combustível de chumbo, aconteceu a descoberta do buraco crescente da camada de ozônio. E que logo foi associado à invenção de Midgley Jr, o CFC.

Assim, a partir dessa década, o legado e a reputação de Thomas Midgley Jr. começou a se desfazer, uma vez que suas principais invenções foram proibidas ou eliminadas da maioria dos países ao redor do mundo. O cientista foi descrito pela revista New Scientist como “um desastre ambiental de um homem só”.

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Fonte: https://www.fatosdesconhecidos.com.br/thomas-midgley-jr-o-homem-mais-perigoso-do-mundo/ 

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