Quando você vai ao médico, espera retornar melhor do que nunca, não? Acontece que errar é humano, mas quando um médico erra, o resultado pode inspirar um filme de terror. Aqui estão os 10 erros médicos mais macabros de todos os tempos.

Infecção hospitalar

Quando Alyssa Hemmelgarn não se recuperou da inflamação na garganta e feridas nos lábios aos nove anos de idade, sua mãe, Carole pensou que ela estivesse com mononucleose, levou-a ao médico e descobriu que ela tinha leucemia. Depois de uma semana de tratamento, Alyssa estava melhorando, já podia passear pelo hospital e assistir a filmes, até que começou a piorar e piorar e, infelizmente, veio a falecer – não pela leucemia, mas por colite pseudomembranosa. Alyssa morreu principalmente porque estava sob efeitos de calmantes, o que pode ter ocultado alguns dos sintomas da infecção e porque uma única injeção contra colite pseudomembranosa pode custar U$ 50 mil, então os médicos só usam no último dos casos. Contudo, Alyssa não morreu em vão e muitas reformas foram feitas nos hospitais em Colorado desde sua tragédia.

Injeção letal em vez de antiácido

pancurônio

Richard Smith, 79 anos, tinha insuficiência renal, por isso precisava fazer diálise com certa rotina. Em 2010, durante o processo, Smith teve dificuldade respiratória e foi pra UTI. No dia seguinte, ele relatou dor de estômago e os médicos prescreveram um antiácido – mas, em vez de antiácido, Smith recebeu pancurônio, um relaxante físico que pode ser usado até na injeção letal. O resultado foi morte cerebral e Richard Smith ficou em estado vegetativo até falecer um mês depois. De acordo com Andrew Yaffa, o advogado da família, esse foi o pior caso de negligência médica que ele já viu, o que inclui a falha em inúmeros protocolos, desde ler a embalagem, checar a dosagem, até verificar a identidade do paciente. Pior ainda: o hospital não demonstrou remorsos com o caso e manteve a enfermeira no mesmo andar onde assassinou o senhor Smith – apesar de ter sido obrigado a limitar o acesso ao pancurônio apenas pros anestesistas.

Cirurgia errada

craniotomia

Com certeza o pior pesadelo de alguém que está com uma cirurgia marcada é receber a cirurgia errada – exatamente o que aconteceu com Regina Turner. Ela receberia uma craniotomia devido aos acidentes vascular encefálico que havia sofrido – e já estavam prejudicando sua capacidade de falar. Depois da operação, os sintomas de Turner só pioraram. De acordo com o processo judicial, Turner conseguia se locomover, era consciente e capaz de cuidar de si mesma antes da cirurgia errada e passou a precisar de atenção 24 horas pras suas necessidades mais básicas depoi e continuou a ter estresse, ansiedade, desfiguração e depressão. Acontece que fizeram a cirurgia no lado errado do crânio – direito, em vez do esquerdo – o que danificou severamente seu sistema nervoso. Turner ainda recebeu a cirurgia correta depois do erro, mas o estrago já estava feito.

Overdose massiva

Trimetoprim

Pablo Garcia – 16 anos – entrou no hospital pra fazer uma colonoscopia pra examinar os pólipos intestinais – nada demais, certo? Acontece que o rapaz sofria de um desordem genética rara que causava infecções gastrointestinais recorrentes e recebeu o antibiótico Trimetoprim – que não é nada difícil de dosar, só calcular idade e peso. Acontece que o programa usado no hospital – Epic EHR, fácil de baixar no seu PC – calcula miligramas do remédio por quilogramas do paciente, mas a enfermeira resetou as configurações, jogou os dados sem conferir os detalhes, recebeu o cálculo de 38.5 pílulas – maior dosagem já registrada – porque o software calculou miligramas de remédio por miligramas do paciente e, em vez de questionar a máquina, simplesmente quase assassinou seu paciente – foi por pouco. Hoje, o caso de Pablo Garcia é recorrente quando se fala do excesso de dependência das máquinas.

Excesso de fluidos para um anêmico

andy warhol

Em 1987, Andy Warhol fez uma cirurgia de vesícula biliar, apesar de sua fobia a hospitais e médicos. Como de praxe, Warhol recebeu fluidos pra se manter hidratado no hospital, mas acabou entrando em coma e falecendo. Warhol estava anêmico e os médicos acharam que isso não impediria a cirurgia, mas ele recebeu o dobro de fluido do que deveria, o que levou o seu corpo a drenar os próprios minerais até morrer. O que mais revoltou nesse caso foi que Andy Warhol teria sobrevivido se qualquer membro da equipe tivesse prestado atenção nele após o procedimento em vez de apenas injetar morfina nas suas veias, fazendo-o desmaiar e resultar no excesso de fluidos nos pulmões e traqueias encontrados na autópsia.

Transplante infectado

Em 2014, um alcoólatra desconhecido faleceu por meningite – aparentemente, pois pouco se sabe sobre essa pessoa. Acontece que seus órgãos foram oferecidos pra doação e obviamente rejeitados. Exceto pelo fato de que duas pessoas receberam a doação. Robert Stuart e Darren Hughes precisavam de um transplante de rim e receberam os órgãos infectados por Halicephalobus gingivalis, um parasita comumente encontrado em cavalos – não havia métodos pra detectar a presença dessas parasitas em específico na época. Apesar do cirurgião, Argiris Asderakis, afirmar que ambos sabiam que estava recebendo rins de uma pessoa com meningite, as famílias alegaram que eles não sabiam de todos os riscos que estavam correndo. Infelizmente, como esse parasita é raro e só existe 5 casos registrados de transplantes de rins infectados por ele no mundo, uma análise completa dos riscos não é feita nem hoje em dia.

Transfusão de sangue

Rodney English – 38 anos – saía e voltava do hospital por causa da espinha bífida, uma doença congênita. Ele obviamente recebeu transfusão de sangue pra tratar da infecção e estava se recuperando bem, até que sua namorada percebeu que ele estava dormindo demais até o ponto dele simplesmente não acordar – nunca mais. O caso ficou ainda mais chocante quando a família recebeu o relatório de que English havia morrido por anemia e depois descobrir que a real causa foi a transfusão de sangue do tipo errado graças a uma investigação da CBS. Pra piorar, o sangue veio de uma instalação da Cruz Vermelha com 25 violações registradas em 1999 e ainda mais acusações até a morte de English. Quando o hospital foi questionado pelo erro, foi alegado que a equipe nunca compartilhava nada sobre uma morte até ter “todas as informações pra compartilhar”.

Médico monstro

Lembra o que falamos sobre o pior pesadelo de um paciente? Permita-me corrigir: o pior pesadelo de um paciente é cair nas mãos de um cirurgião que abusa de substâncias e simplesmente nunca deveria ter tido autorização de exercer o ofício. Barry Morguloff foi pro hospital com dor nas costas, recebeu uma injeção de esteroide, mas não resolveu. Então, ele foi indicado ao Dr. Christopher Duntsch pra uma fusão espinhal, um procedimento delicado que mexe direto nos nervos da medula espinhal. Depois de mais seis meses de dores constantes, Morguloff foi pra outro cirurgião, que descobriu que fragmentos de ossos haviam sido deixados nos nervos e que o aparelho na sua espinha havia sido instalado incorretamente. Depois desse caso, um ex-assistente de Duntsch declarou que o cirurgião sabia quase nada sobre medula espinhal e que outro paciente também sofria dores após uma operação. Como se não bastasse, foram encontrados uma garrafa de vodca e analgésicos no escritório e um pó branco em seu banheiro. E ele já havia largado um paciente na mesa de cirurgia pra ir pra Las Vegas e cinco drogas diferentes foram detectadas num exame de sangue. O motivo pra demorar tanto pra ele ser pego era que um hospital havia tido um prejuízo de U$ 600 mil e queria recuperá-lo a qualquer custo, por isso estava encobertando o monstro.

Zolpidem em vez de antibiótico

Zolpidem

Zolpidem ajuda adultos com insônia a dormir, mas pode causar efeitos mentais terríveis em crianças – por isso que uma adolescente de 12 anos de idade nunca deveria tomar zolpidem. Riley McDougall deveria tomar antibióticos, mas começou a ter tonturas e alucinações terríveis – ao ponto de tentar arrancar o corrimão da escada achando que era uma cortina. Quando foi pro hospital, disseram que ela teve uma reação à pseudoefedrina que estava tomando pra gripe, então sua mãe parou de dar esse remédio pra ela – mas continuou dando o “antibiótico”. Quando Riley ficou com a visão trêmula por vinte minutos, sua mãe ligou pra farmácia e descreveu a pílula e seus efeitos – e não foi difícil descobrir que era totalmente diferente do que a menina deveria estar tomando. A farmácia foi obviamente processada e o caso é uma referência aos cuidados que os pais devem ter sempre que forem medicar seus filhos.

Behind the Candelabra

O que é mais bizarro do que uma celebridade excêntrica capaz de gastar fortunas com cirurgias plásticas? O cirurgião antiético por traz do rosto anguloso e eternamente jovem de uma celebridade excêntrica. Em 1979, Liberace viu a si mesmo no The Tonight Show, ficou horrorizado e decidiu rejuvenescer seu rosto. Quando o cirurgião Jack Startz cuidou dos seus ouvidos, nariz e pescoço, o rosto de Liberace estava tão esticado que ele não conseguia mais fechar os olhos completamente nem dormindo – de verdade. Como se as coisas não estivessem fora de controle o suficiente, Liberace quis que seu parceiro, Scott Thorson, se submetesse a várias cirurgias plásticas pra parecer uma versão mais jovem de si mesmo. E também obrigou o rapaz a fazer uma dieta baseada num coquetel de versões farmacêuticas de cocaína, mandrax e anfetamina, o que obviamente deixou Thorson dependente. E o que levou Startz a concordar com toda essa loucura? Ele estava passando por problemas financeiros devido ao próprio alcoolismo e dependência química e encontrou uma mina de ouro nas injeções de silicone, as quais usou sem dó nem piedade em vários pacientes. Sua primeira vítima ilustre foi Elaine Young, que gostou tanto dos resultados iniciais que passou a injetar silicone mensalmente e recomendou Startz pra todos os seus amigos. Três anos mais tarde, os vários silicones de Young começaram a se deformar e mover, desfigurando seu rosto. Ela tentou contactar Startz, mas ele não retornava. Foi quando ela descobriu que havia mais de 100 processos contra o cirurgião pelos mesmos motivos que ela. Entre 1965 e 1979, ele injetou silicone em mais de duas mil pessoas, a maioria com os mesmos efeitos colaterais de Young. Quando Startz percebeu que não conseguiria mais evitar a cadeia por causa das acusações de abuso de substâncias em 1985, ele botou uma arma na própria boca e disparou.

Fonte: http://acrediteounao.com/

Deixe uma resposta