A Segunda Guerra Mundial foi um conflito militar global, que durou de 1939 a 1945, envolvendo a maioria das nações do mundo. A guerra foi organizada em duas alianças, os Aliados e o Eixo. O grupo do Eixo tinha como principais países a Alemanha, Itália e Japão. Já o grupo dos Aliados tinha como principais países os Estados Unidos, a União Soviética e o Reino Unido.

E nesse período, é que existiu um esquadrão feminino que poucas pessoas sabem a seu respeito. As mulheres do 588º Regimento de Bombardeiros Noturnos das Forças Aéreas Soviéticas, eram mais conhecidas como Bruxas da Noite. Elas levavam a bordo apenas um mapa, uma bússola, réguas, cronômetros, lanternas e lápis.

Mesmo com isso, elas fizeram 30 mil ataques bem sucedidos a bomba e jogaram mais de 23 mil toneladas de munições, nos exércitos alemães em avanço, ao longo de quatro anos durante a Segunda Guerra Mundial.

O esquadrão feminino foi o resultado direto das mulheres da União Soviética, que queriam se envolver mais ativamente na guerra. Várias delas estavam cansadas de desempenhar um papel de apoio na guerra e queriam se envolver em combate nas linhas de frente.

Começo

Desde o começo da guerra, a coronel Marina Raskova, foi uma piloto conhecida como Amelia Earhart soviética. E ela começou a receber cartas de mulheres, que queriam se envolver. Então, Raskova pediu a Joseph Stalin, que fizesse um regimento de mulheres pilotos, para lutar contra os alemães.

Em outubro de 1941, Stalin concedeu o pedido e ordenou que três esquadrões aéreos femininos fossem estabelecidos. Ele ficou na vanguarda do progresso histórico, porque a União Soviética foi o primeiro país a permitir que as mulheres voassem em missões de combate.

Mas o único esquadrão aéreo, que pertencia exclusivamente ao domínio das mulheres, era o 588º Regimento de Bombardeiros Noturnos. Nele, todos os indivíduos, desde os pilotos até o comandante e os mecânicos, eram mulheres. Aproximadamente, 400 mulheres se alistaram. Elas tinham idades entre 17 e 26 anos.

Batalha

Os uniformes das mulheres eram, em sua maioria, grandes porque eram feitos para homens. Algumas chegaram a rasgar a roupa e enfiaram roupa de cama para evitar que a bota escorregassem.

E os equipamentos, que eram dados para elas, também estavam desatualizados. Os aviões eram espanadores, que nunca foram para combate. Esses aviões também eram tão pequenos, que podiam carregar só duas bombas de cada vez.

As Bruxas da Noite tiveram que executar várias missões. Em média, eram oito durante à noite. Os aviões também tinham algumas desvantagens porque eram lentos e altamente inflamáveis. Além de não possuírem uma armadura.

Mas eles também tinham algumas vantagens. Por sua construção primitiva, era difícil localizar as Bruxas da Noite no radar. E quando elas se aproximavam do lugar que tinham que ir, elas desligavam o motor e deslizavam para o destino.

Bruxas

Essa técnica de ataque lembrou os soldados alemães da vassoura de uma bruxa. Por isso, eles as chamaram de bruxas da noite. Os alemães ficaram com tanto medo das bruxas, que nem mesmo acendiam seus cigarros à noite, para não revelar a sua localização.

Quando o 588º Regimento ouviu o apelido, elas o adotaram e usaram com orgulho. O batalhão sabia das suas desvantagens e por isso só voavam na calada da noite. Elas voavam em grupos de três. Dois aviões agiriam como chamarizes e atrairiam os holofotes e os tiros. Enquanto o terceiro voava na escuridão, para ir em direção ao alvo e soltar as bombas.

Esse plano de ataque continuaria até que todos os três aviões tivessem conseguido soltar as suas bombas.

Sem magia

A velocidade lenta era usada como uma vantagem para as bruxas. Porque assim elas tinham uma maior facilidade para fazerem suas manobras. E como os aviões, que estavam voando contra elas sempre tinham uma velocidade maior, elas tinham apenas uma janela de tempo para atacar.

Mas, nem tudo foram flores. As bruxas perderam 32 pilotos, incluindo Raskova. Quando ela morreu, foi comemorado o primeiro funeral de Estado da Segunda Guerra Mundial e suas cinzas foram enterradas no Kremlin.

As Bruxas comemoravam sua feminilidade desenhando flores nas laterais dos aviões e pintando seus lábios com lápis de navegação. O tempo que elas existiram segmentaram seu lugar na história.

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Fonte: https://fatosdesconhecidos.ig.com.br/bruxas-da-noite-o-esquadrao-feminino-temido-pelos-nazistas/ 

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