A cultura grega clássica, especialmente a filosofia, teve uma influência poderosa sobre o Império Romano, que espalhou a sua versão dessa cultura para muitas partes da região do Mediterrâneo e da Europa, razão pela qual a Grécia Clássica é geralmente considerada a cultura seminal da cultura ocidental moderna.

Mas viver na Grécia Antiga era difícil, asqueroso, e muitas vezes, extremamente nojento.

Alguns fatos interessantes e bizarros sobre a vida na Grécia Antiga:

01. Seu doutor tinha que provar sua cera de ouvido

Quando se visitava um médico na Grécia antiga, provavelmente ele chegaria na sua orelha e tiraria um pouco da sua cera de ouvido para experimentar. Os médicos provavam fluidos corporais para chegarem a um diagnóstico. Claro, os médicos tinham mais truques de diagnóstico do que apenas provar a cera de ouvido das pessoas. Eles escolhiam o exame dependendo dos sintomas.

Por exemplo, poderiam lamber seu vômito para ver se estava doce ou salgado. Tudo isso começou com Hipócrates: ele acreditava que o corpo era uma coleção de fluidos e que cada fluido corporal tinha um gosto específico. Os médicos gregos foram ensinados sobre qual seria o sabor correto para cada fluido corporal e estes deviam provar os fluidos de seus pacientes para detectar algo errado.

02. Escravos tinham que usar cintos de castidade

Os gregos não queriam que seus escravos perdessem seu tempo fazendo amor sob as estrelas. Se você fosse um escravo na Grécia antiga, teria grandes chances de que seu proprietário fizesse você usar um cinto de castidade, só para ter certeza. Escravos gregos, muitas vezes, tinham de suportar algo chamado infibulação. Significa que um anel de metal era enrolado em torno de seus genitais. Este era apertado o suficiente para que ao escravo fosse doloroso caso seu pênis ficasse “animado”, e o dito anel só podia ser retirado com uma chave.

03. Eles acreditavam que as lésbicas tinham clitóris gigantes

Os gregos antigos tinham algumas ideias bastante estranhas. Sobretudo, os gregos realmente não entendiam às lésbicas. Eles não conseguiam conceber a ideia de sexo como uma pratica sem penetração. Eles se recusavam a acreditar que duas mulheres estavam, de fato, fazendo sexo. E assim, eles concluíram que todas as lésbicas deviam ter clitóris gigantescos. Eles se referiam a isso como o “pênis feminino” e julgaram que essa era a causa da homossexualidade feminina. Essa ideia se manteve por muito mais tempo do que deveria. A não mais de 100 anos atrás, Sigmund Freud acreditava que o clitóris estava por trás de todo esse fenômeno lésbico.

04. As doenças das mulheres eram tratadas da forma mais suja possível

Os gregos acreditavam que as mulheres eram mais suscetíveis às doenças. Acreditavam que coisas repugnantes afetavam as mulheres de uma maneira que não afetavam aos homens. Isso não só significava que as mulheres ficavam doentes mais facilmente (essa ideia se tornou parte da medicina grega). Quando uma mulher tinha uma doença, os gregos acreditavam que não havia melhor tratamento do que a ingestão de impurezas, por exemplo, às davam de beber uma mistura de “excremento de mula assado” e vinho. Se ela tivesse um aborto, a cobriam com esterco de vaca. Isso ocorria por causa de outra crença estranha: acreditavam que o ventre de uma mulher poderia se mover ao redor do corpo. Eles acreditavam que o ventre ficaria tão repugnado pelo cheiro do esterco que fugiria de onde estava.

05. O espirro foi promovido como um método de controle de natalidade eficaz

O médico grego Soranus ensinou que o controle da natalidade era responsabilidade da mulher. Se uma mulher ficava grávida, era culpa sua. Afinal, era um pouco irracional esperar que os homens fizessem qualquer coisa para impedir que isso acontecesse. Mas na realidade, se uma mulher grega engravidava, provavelmente era culpa de um homem, especificamente, de Soranus. Ele disse às mulheres que elas poderiam apenas espirrar em vez de usar contraceptivos. Depois de fazer amor, Soranus disse às mulheres que só precisavam se agachar, espirrar e enxaguar, e não engravidariam. Obviamente, não funcionava. Soranus tinha algumas ideias ainda mais loucas, por exemplo: sugeriu esfregar mel ou resina de cedro em seus órgãos genitais antes de fazer amor – o que, provavelmente, desencorajava as pessoas em fazerem sexo, apenas.

06. Realizavam celebrações estranhas

Uma vez por ano, as estradas de Atenas teriam vários pênis à mostra. Homens e mulheres marchavam pelas ruas, segurando orgulhosamente uma peça gigantesca acima de suas cabeças como uma homenagem a seu deus. Isso era parte integrante de uma celebração dionisíaca – um festival realizado em homenagem ao deus do vinho. Os seguidores de Dionísio ficavam bêbados e uma procissão levava às peças gigantes ao templo, cantando canções sobre pênis e gritando grosseiras piadas às pessoas enquanto elas marchavam. Segundo Aristóteles, essas procissões foram o berço do teatro cômico. Ele afirmou que adaptaram as piadas que as pessoas gritavam durante essas caminhadas para usá-las em peças de teatro.

07. Eles usavam esterco de crocodilo como creme de pele

Os crocodilos faziam mais parte da vida dos gregos do que da nossa, e isso levou a alguns detalhes estranhos na medicina grega. Um tratado médico, por exemplo, oferecia um aviso para as vítimas de mordida de crocodilo. Se o crocodilo voltasse para a casa do paciente depois de mordê-lo significava que o paciente ia morrer. Aparentemente, isso acontecia com frequência suficiente para que eles tivessem que escrever sobre isso. Crocodilos não eram apenas uma ameaça, eles também eram a cura: os gregos recomendavam tratar cicatrizes ao redor dos olhos aplicando um pouco de esterco de crocodilo em volta dos olhos.

Fonte: Coisas Interessantes

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