Resident Evil 7, novo game da icônica franquia da Capcom, traz um recomeço prometido pela publisher e muito aguardado pelos fãs. Lançado para Xbox One, PS4 e PC, o título inova ao trazer uma atmosfera claustrofóbica em primeira pessoa, aliada a elementos que surgiram no primeiro game da série e muitas outras novidades.

>> LINK PARA DOWNLOAD NO FIM DO POST <<

Um recomeço para a franquia

Desde que foi anunciado, a proposta de RE7 é dar aquilo que os fãs tanto pediram: um retorno às origens da franquia. E para quem não teve o privilégio de conferir o primeiro título em seu lançamento (lá em 1996), saiba que de tantas características, a principal delas era ser popularmente conhecido pela sua pegada de horror, regada a muitos sustos.

Assista ao gameplay da demo Beginning Hour:

 Dessa forma, espere um RE7 completamente imprevisível. Aquele que, mesmo depois de terminar o jogo e recomeçá-lo novamente, é impossível prever todas as aparições que causam um belo susto ao jogador. Esse elementos tornam a experiência ainda mais incrível quando se utiliza o PlayStation VR – capacete de realidade virtual do PS4. Com ele, há inimigos, criaturas e insetos que, literalmente, pulam em seu rosto. Um verdadeiro “teste para cardíaco”

O que também voltou, depois de quase desaparecer nos últimos jogos da franquia, foram os famosos puzzles (quebra-cabeças). Como nos primeiros games, será preciso procurar peças por toda a mansão, decifrar enigmas e encontrar pistas em papeis espalhados pelo cenário. Tudo isso com um inventário bem limitado, onde é preciso escolher a todo momento o que levar e o que deixar nos baús – que também retornaram.

Resident Evil 7 Biohazard (Foto: Divulgação/Capcom) (Foto: Resident Evil 7 Biohazard (Foto: Divulgação/Capcom))
Resident Evil 7 Biohazard: a família Baker (Foto: Divulgação/Capcom)

Uma nova história

O título coloca o jogador na pele de Ethan Winters, que deve ir em busca de sua namorada desaparecida – isso depois que ela própria enviou uma misteriosa mensagem, após anos sem dar notícias. Ao chegar ao local, o personagem precisa lidar com uma família um tanto estranha e ameaçadora.

Esse clima de mistério permanece durante boa parte do jogo e faz com que o gamer revire todas as partes do cenário em busca de qualquer pista. Portanto, mais do que nunca, será preciso ler cada pedaço de papel e revirar cada uma das fotografias espalhadas pela casa para se surpreender com o desenrolar de todos os acontecimentos.

O que esperar do novo Resident Evil 7 (Foto: Divulgação/Capcom) (Foto: O que esperar do novo Resident Evil 7 (Foto: Divulgação/Capcom))
O chefão Jack Baker de Resident Evil 7 (Foto: Divulgação/Capcom)

Ainda há espaço para algumas surpresas, principalmente para os fãs de longa data. E vale lembrar que a própria Capcom já confirmou o lançamentos de futuros DLCs para prolongar a história (e vida útil) de seu jogo.

Uma nova perspectiva que agrada e cai como uma luva

Quando RE7 foi apresentado ao mundo, muito se falou em sua nova perspectiva de visão em primeira pessoa. Entretanto, já na primeira demo lançada, era possível notar que essa mudança foi feita para que o game pudesse entregar exatamente aquilo que ele promete: um clima de suspense a todo momento. Em outras palavras, dificilmente o jogo seria tão apavorante e assustador se mantivesse a perspectiva em terceira pessoa – característica de todos os principais jogos da franquia.

Essa visão também se mantém como uma excelente opção para o sistema de combate do jogo. Em primeira pessoa, fica mais fácil mirar em certos pontos de seus inimigos ou até mesmo golpear de uma forma mais precisa. Entretanto, fugir de seus oponentes é mais caótico, principalmente em uma perseguição, onde é preciso procurar para onde correr sem deixar de se preocupar com os oponentes atrás de você.

Resident Evil 7 (Foto: Divulgação)
Resident Evil 7 traz uma nova visão em primeira pessoa (Foto: Divulgação/Capcom)

Procurar e encontrar itens também fica mais fácil com a nova perspectiva em primeira pessoa. Vale lembrar que o jogo conta com alguns colecionáveis, que ficam tão bem escondidos que, em muitos casos, será preciso olhar tanto para cima quanto para baixo até encontra-los.

A visão pode parecer um tanto incomoda, mas é preciso se acostumar, pois dificilmente futuros jogos da franquia deixarão para trás um elemento que funcionou tão bem em Resident Evil 7.

Um visual nictofóbico e perfeito

Tudo que foi falado anteriormente não funcionaria tão bem se os gráficos do jogo não cooperassem. Por isso, a Capcom fez um trabalho incrível em Resident Evil 7 e trouxe um dos visuais mais belos e realistas dessa atual geração de consoles.

Resident Evil 7 (Foto: Divulgação)
Resident Evil 7 traz uma mansão como cenário do game (Foto: Divulgação/Capcom)

Isso se reflete logo nos primeiros minutos do jogo, mostrando uma iluminação (ou falta dela) tão realista que impressiona e causa fobia naqueles que possuem um certo medo de escuro. Esse escuro, que é o grande coadjuvante dessa jornada, faz com que a sua lanterna seja o máximo de luz em boa parte dos ambientes, ampliando o clima de tensão em que o jogo tanto investe.

Os personagens também trazem um realismo angustiante. Difícil não sentir nojo com a maluquice de seus inimigos ou das formas medonhas de certas criaturas. Outros elementos do cenários também causam diversas reações, como insetos passeando por paredes (ou até mesmo seu corpo), ou o sangue que jorra de seus membros depois de um golpe violento.  Haja estômago para encarar tudo isso!

Resident Evil 7 (Foto: Divulgação)
Resident Evil 7 é um dos jogos mais esperados de 2017 (Foto: Divulgação/Capcom)

Os corredores são estreitos e escuros. O cenário é um misto de conflito, bagunça e abandono: paredes destroçadas, coisas largadas em cima dos móveis, sujeira e mofo por todo o lugar. Por onde quer que você ande, há sempre um barulho, vindo de cima, de baixo, dos lados, ou – o pior de todos – atrás de você. Se um jogo de terror de sobrevivência é definido por sua atmosfera de tensão, Resident Evil 7: biohazard o faz como poucos.

E melhor: o faz sem deixar de lado a essência do que conhecemos como um dos maiores nomes do terror da história dos games. É importante dizer isto, já que o título propõe uma reinvenção completa da franquia em termos de gameplay, adotando, pela primeira vez em entradas principais (excluindo derivados), uma visão em primeira pessoa – algo corriqueiro em uma era pós-Amnesia/Outlast/P.T.

Mas isso pouco importa. Quanto mais se joga Resident Evil 7, mais se percebe que ele é um Resident Evil, ainda que tudo, em um primeiro momento, pareça novo. O jogo se introduz quase como um reboot da série, escondendo possíveis laços com o que aconteceu em seis títulos anteriores.

A começar pelo protagonista inédito, Ethan Winters, que recebe uma mensagem de sua esposa, Mia, há três anos desaparecida, pedindo que a busque na casa dos Bakers, uma família residente na área pantanosa de Dulvey, Louisiana que está abandonada e têm sido apontada como local de desaparecimento de dezenas de pessoas ao longo dos anos.

Logo de cara, a casa dos Bakers é talvez o ponto mais alto de Resident Evil 7. À semelhança da icônica mansão Spencer, o palco do primeiro RE, o local exala medo já em seu portão de entrada, com uma identidade própria e rapidamente reconhecível. Da já marcante mesa de jantar repleta de entranhas a outros cenários igualmente asquerosos, a residência é um personagem por si só, repleta de segredos, mistérios e surpresas.

Não há como construir uma boa atmosfera de tensão sem deixar o jogador, o tempo todo, alerta e temeroso do que vem adiante. Neste ponto, Resident Evil 7 o faz com escolhas muito pontuais e corretas, desde o cenário à própria escolha de protagonista, que se encaixa perfeitamente à perspectiva em primeira pessoa proposta pela Capcom.

Ainda que tenha uma história e construa um arco ao longo do jogo, Ethan, mais do que tudo, é um avatar, uma representação direta do jogador dentro daquele universo – não é possível ver o seu rosto durante a campanha, nem quando você está olhando para um espelho. Fosse ali um Chris, uma Jill ou um Leon no lugar deste protagonista inédito, despreparado para os perigos que vai enfrentar, o efeito não seria o mesmo.

Conheça os Bakers

Porém, o que aparentemente falta de personalidade em Ethan sobra nos seus antagonistas, apresentados logo cedo no jogo. Jack, Marguerite e Lucas Baker são, cada um a sua maneira, insanos, completamente tomados pelo ambiente desolador em que vivem, como se a relação fosse simbiótica. O roteiro, cautelosamente trabalhado para apresentar suas características, os coloca como ameaças aterrorizantes assim que você os vê pela primeira vez.

Sabe quando você fica alerta de uma hora para a outra e sente o desespero bater? É exatamente o que aconteceu, até mesmo quando joguei partes do game pela segunda vez, em cada uma das vezes que encontrei uma Marguerite esbravejando com sua lanterna em punho ou um Jack ensandecido e superforte gritando “ocê não vai escapar” (aliás, a localização em português do Brasil, cheia de regionalismos adaptados para a nossa língua, é um charme ä parte).

É claro, este não seria um Resident Evil se não houvesse alguma espécie de ameaça biológica como pano de fundo. Não vamos entregar nenhum spoiler da trama neste texto, mas a causa da mudança dos Bakers tem a ver com os mofos que podem ser encontrados em todas as partes do cenário.

É desta substância escura que impregna as paredes da casa que surgem os “zumbis” do game, as criaturas chamadas mofados. Embora seu método de aparição para o jogador siga o mesmo caminho dos Bakers, sempre tentando pegar Ethan desprevenido, seu comportamento é mais similar aos inimigos-padrão dos Resident Evil anteriores.

Mais terror, menos ação

Entretanto, enfrentá-los nunca é fácil. Sempre há um perigo iminente pela própria construção de combate do game, baseada em movimentação mais lenta e, como sempre, na administração de recursos escassos – você não vai querer gastar todas as balas em um mofado e ficar sem munição para o próximo.

O sistema de combate acaba se tornando um leve empecilho nas partes mais avançadas do jogo. Resident Evil 7 tenta crescer sua dificuldade aumentando a frequência de encontros com inimigos e, especialmente, o número de mofados em tela, o que acaba batendo de frente com uma estrutura mais voltada para encontros contra poucos inimigos. Não é algo que chegue a atrapalhar a experiência, mas destoa.

De certa forma, as lutas de Resident Evil 7 lembram um pouco as dos primeiros Resident Evil, que também era cadenciado e contava com poucos oponentes em tela. O verdadeiro apelo nostálgico e conexão com a franquia está nos itens, na maneira como são usados e gerenciados, e na exploração – todos ligados com a atmosfera de tensão proposta.

Elementos clássicos como ervas, a necessidade de combinar ingredientes para formar um item, chaves com formatos pouco convencionais e a existência de diversos caminhos trancados desde os primeiros salões do game ajudam a formar os fascinantes mistérios de se explorar o cenário, como em todo bom Resident Evil.

RE7 faz isso o tempo todo não apenas de maneiras clássicas, como colocando aquela sala que só poderá ser aberta com uma chave adquirida horas depois, mas também com influências bastante modernas. Em uma parte mais avançada da trama, há uma sala de escape tão intrigante que passei boas horas pensando como desvendá-la. Acabei pedindo ajuda a um colega que também estava jogando o game. Não me lembro da última vez que fiz isso.

Um recurso narrativo inteligente empregado pela Capcom em de Resident Evil 7 é o uso das fitas, que podem ser “jogadas” e ajudam você a compreender não só o que aconteceu antes de sua chegada à residência dos Bakers, como também tem utilidade em termos de gameplay, mostrando caminhos e soluções para Ethan antes que ele chegue pessoalmente aos locais mostrados.

A edição de som de Resident Evil 7 também merece ser elogiada. Se há algo que contribui diretamente para o seu estado de alerta em todos os cenários, é a inúmera quantidade de rangidos, chiados, zumbidos e estalos acontecendo por todos os lados, mesmo quando não há nenhuma ameaça à espreita. O uso pontual da trilha sonora também segue o estilo clássico da franquia, com trilhas assustadoras para os combates e o velho e bom tema de “conforto” em salas de salvamento.

Ausência de extras 

Como nada é perfeito, Resident Evil 7 peca apenas por não contar com modos extras. O famoso Modo Mercenários poderia não ser o ideal para o que o jogo propõe. Entretanto, modos como sobrevivência ou algo mais inovador poderia ampliar a vida útil do game, ou até mesmo dar um alívio aos jogadores mais sensíveis e que se sentem incomodados com a tensão da campanha principal.

Resident Evil 7 (Foto: Divulgação)
Resident Evil 7 já está disponível para PS4, Xbox One e PC (Foto: Divulgação/Capcom)

Conclusão

Resident Evil 7 mostra ao mundo que é possível sim dar um belo recomeço para franquias consagradas. O jogo faz com que você encare seus medos da forma mais desafiadora possível, em cenários claustrofóbicos e pouco iluminados, regados com uma boa dose de horror e suspense, cujo visual perfeito ajuda a recriar todo o clima apavorante. RE7 é o presente que seu fiéis fãs esperaram por tanto tempo.

Para quem quiser testar o jogo antes de comprar pode baixa-lo através do seguinte link.

Download HTTP

Download Torrent

Ou se desejar comprar pode comprar aqui em breve postaremos as melhores lojas aqui. Por momento vai outros produtos que podem ser de seu interesse:

As Grandes Histórias Dos Videogames

 

Para você, qual o jogo mais aguardado de 2017? Deixe sua opinião nos comentários.

Fonte: TechTudo, Omelete

Deixe uma resposta